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Quem tá sempre por aqui

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Obrigada!!!

20 deram palpite ! Comenta, vai...

Quando lancei o sorteio, há menos de 3 semanas, foi pra comemorar os 100 seguidores (continuo detestando essa palavra). Hoje, são 183! Ao mesmo tempo em que to super feliz, caramba, é uma baita responsabilidade, né não? Tá, tudo bem, eu sei que o Potpourri é um blog pequeno, que tem muito blog por aí com milhares de seguidores, milhares de visitas diárias... Mas, vou te contar um segredo: eu nunca, mas nunquinha mesmo, pensei que teria tanta gente interessada no que eu escrevo! Nunca pensei que ia ver esse globo aí na barra lateral tão cheio de pontinhos vermelhos, espalhados por todo lado. E cada pontinho desses me dá vontade de continuar escrevendo e publicando aqui. E fiz amigas aqui. Sim, amigas que nunca vi, mas amigas. Gente que me apóia, me incentiva, me ensina, aprende comigo... E hoje o blog tem dois seguidores homens, além de Marido, claro, que já estava ali desde o começo (muito obrigada pelo apoio, querido!).  Sejam bem vindos!!
 

Por isso hoje eu vim aqui só pra te agradecer. Pela atenção, pela companhia, pelo carinho, pelo incentivo, pela “audiência”, pelos comentários... Sim, eu ADORO comentários! E vou te explicar o porquê (tá certo isso??). Quem comenta, interage, e a blogosfera é interação, é troca! Se eu não estivesse interessada no que você pensa, teria feito um site, não um blog. Outro dia ouvi alguém dizendo que não entende porque algumas pessoas ficam “implorando” comentários. Mas o comentário é o feedback do que escrevo! É pelos comentários que fico sabendo o que você pensa sobre o assunto do post, se gostou, se não gostou. E isso é IMPORTANTÍSSIMO pra mim. Porque eu não quero estar no palco, quero é estar na arena, junto com você, trocando idéias, impressões, cultivando afetos. Então, mais uma vez, obrigada! 



Ah, deixa eu te contar... Semana passada, na 3ª feira, um dos meus labradores fugiu. O meu preferido, pra falar a verdade. Esse bonitão aí da foto. Meu primeiro labrador, que ganhei de presente de uma amiga (hoje temos 4). Nem preciso dizer que eu tava super triste, né? A gente procurou, perguntou, e nada! Pois não é que hoje minha empregada (outra palavra que detesto) deu de cara com ele na rua, passeando com o rapaz que encontrou ele perdido por aí? Fala sério, qual é a probabilidade de uma coisa assim acontecer?!? E não é que o rapaz devolveu o nosso Chico, sem criar nenhum tipo de problema? É o tipo de atitude que me faz ainda ter fé na humanidade, viu? O mundo tá virado, mas ainda tem gente boa por aí! Que Deus lhe pague em dobro!


Tem dó e comennnnnnnnnnnnnta, vai !    

Beijo pra quem é de beijo !

A vida é melhor quando...

23 deram palpite ! Comenta, vai...

... a gente tem paz de espírito. E tenho percebido que, pra isso, é preciso agir de acordo com o que se sente. Sim, porque às vezes a gente pensa de um jeito e sente de outro, diferente, sobre determinado assunto ou situação. Já reparou que as crianças, que agem por puro sentimento, são bem felizes ? Daí a gente vai crescendo e aprendendo que isso é feio, que aquilo é errado, que não é assim que se faz... E vai se moldando pra caber nos limites do quadrado que a sociedade dita.


 Imagem: http://www.buscatematica.net

Quando se age de acordo com o que outras pessoas pensam, então danou-se tudo de vez. Não se pode ter paz de espírito assim, mas nem ! Até aí, tudo bem, certo ? Certo nada ! A sociedade não tem dó nem piedade de quem pisa fora do quadrado, rotula mesmo. Então, se bobear, a gente vai vivendo de acordo com as normas sociais, ignorando os próprios sentimentos. Porque “é feio” ser autêntico. Porque viver sob o olhar de estranheza das pessoas é duro. Porque a gente tem que estar muito seguro de si pra bancar ser “esquisito”.  Uma das vantagens da maturidade é essa. A gente vai se conhecendo melhor, se compreendendo, se perdoando, se aceitando. Acho que aceitação é mesmo a palavra chave desse assunto.

Este texto faz parte da blogagem coletiva proposta pela Luci, do Vida.





Quanto ao sorteio, to com dó, porque tem algumas pessoas que não seguiram as regras, então vou ter que descartar essas participações e, poxa vida, isso é uma pena. Resolvi listar quem está participando até agora. Então, se teu nome não tá aqui e você quer mesmo participar, volta lá e dá uma conferida se não tá faltando nada, combinado ?

Veronica Kraemer
Neli Rodrigues
Manuela Nygaard
Flavia
Angela Ventura
Alessandra
Ana Faniquito
Lucia Klein
Lena
Nana Ricchetti
Andreza
Rita Vieira
De Cordeiro
Priscila Ferreira
Tauana
Carol Fernandes
Claudia Medeiros
Bruna Maria
Nathalia
Paula Louceiro
Açuti
Rosi
Helen de Almada Zepelim
Leleka Maria
Cheiro de Vanilla
Anelise
Cristiana Rego
Lucinda Lapolli
Lucia Klein
Viviane
Fátima
Sandra Peres
Beta
Angela Maria Frata
Rosenice
Ruby
Lidiane Vasconcelos
Daniele Persegani Brandão
Patricia Di Carlo
Glaucia (Trico da Zeze)
Andréa Lopes
Luci (alucinada)
Luciana Oliveira
Luci Cardinelli
Violeta Nascimento
Karina
Si
Leila Bruxinha
Cris Rosa
Eliene Vila Nova
Rosana Sperotto
Isis dos Santos
Susiley Silva
Anna Lucia
Nárriman
Janice de Souza Lima Brito
Solange Fernandes

Dica : Pra seguir o blog  tem que ter uma conta no Google, e pra saber como criar sua conta é só ir aqui.



Tem dó e comennnnnnnnnnnnnta, vai !



Beijo pra quem é de beijo !








Sorteio e cerâmica

14 deram palpite ! Comenta, vai...

Antes de iniciar o post de hoje, propriamente dito, quero agradecer a você o sucesso do sorteio que tá rolando aqui. Mas devo dizer que to um pouco preocupada, porque nem todas as fofas que estão participando respeitaram as regras, e acho que vai ser muito baixo astral ter que desclassificar alguém, né não ?? Então, se você está participando, por favor, volta lá no teu comentário e confere se tá tudo direitinho, sim ? Obrigada !

Agora, o post !



Durante o carnaval conheci um pedacinho da Amazônia bem aqui em Terê. É o Armazém com Arte, uma lojinha super simpática, onde a gente encontra cerâmica marajoara autêntica, produzida por artesãos paraenses, que chega até aqui através de um projeto idealizado e realizado pela Eliane Matos, proprietária do Armazém.




Tio Wiki ensina que “A cerâmica marajoara é um tipo de cerâmica, fruto do trabalho das tribos indígenas da ilha de Marajó (PA), na foz do rio Amazonas, durante o período pré-colonial de 400 a 1400 d.C., no Brasil. O período de produção desta cerâmica tão sofisticada esteticamente é chamado de "fase marajoara", uma vez que existem sucessivas fases de ocupações na região, cada um delas com uma cerâmica característica.” Para saber mais, clique aqui e aqui.



Eliane era professora de educação física do Estado do Rio de Janeiro, mas não estava satisfeita com a vida profissional. Adorava dar aulas, mas encontrava obstáculos administrativos para desenvolver o trabalho como entendia que deveria ser. Na verdade, ela estava doente. Completamente estressada. O corpo refletiu a insatisfação com uma lesão no ombro, que, apesar de muito tratamento, não cedia. Durante uma viagem ao Pará, se encantou com o trabalho desses artesãos. Decidiu então mudar a vida. Deixou pra trás a estabilidade do emprego público e apostou nesse projeto, que hoje vai de vento em popa! 



Ela entendeu que precisa de menos pra ser feliz, e se realiza no projeto, que tem um cunho social, já que as famílias dos artesãos, que agora têm por onde escoar sua produção, ganharam e muito em qualidade de vida. É um jogo onde todos ganham em tranquilidade e dignidade. E nós ganhamos também ! Afinal, ela traz esse trabalho até nós com exclusividade, e agora a gente pode ter em casa peças maravilhosas como essas que mostro aqui !



Histórias como essa fazem a gente refletir sobre a própria vida, sobre as escolhas que a gente vai fazendo, sobre o que é prioridade, sobre o que é importante. Será que a gente precisa de tantas coisas? Será que vale mesmo arriscar perder a paz de espírito pra ter aquele carro do ano, ou a roupa de grife, ou o objeto de design, ou isso, ou aquilo ?? 



Pesquisando sobre o assunto, encontrei o pensamento do economista e filósofo francês Serge Latouche, que defende o que ele chama de “Decrescimento sustentável”. Destaco o seguinte trecho : “O consumo traz cada vez menos a felicidade. Vários indícios provam isso. Muitos estudos apontam para o aumento de suicídios e a utilização de antidepressivos. O estresse tornou-se um problema grave em nossa sociedade. Mas ao mesmo tempo somos viciados nesse estilo de vida. Necessitamos de uma terapia.”. Para ler mais, clique aqui.



Inevitável fazer um link com o pensamento de Annie Leonard, guru ambientalista e  criadora de “The Story of Stuff”, onde ela explica como funciona o sistema linear do capitalismo, e como isso prejudica o planeta. Aqui tem uma versão legendada. Eliane talvez nem saiba disso, mas fez uma escolha ecológica e sustentável...



Este post e o de ontem, que tratam do mesmo assunto, estavam em andamento nos bastidores há algum tempo, e ficaram prontos e liberados para postagem em sequência (já sem trema). Já que nada é por acaso, sugiro que você leia também o depoimento da Claudia Medeiros, aqui. Acho também que devo prestar um pouco mais de atenção ao meu próprio sentimento em relação à minha vida profissional, não concorda ?




Nota : não é jabá !



Tem dó e comennnnnnnnnnnnnta, vai !



Beijo pra quem é de beijo !








Mudar dá medo, mas é muito bom - by Claudia Medeiros

16 deram palpite ! Comenta, vai...



A gente já conversou um bocado aqui sobre mudanças. Grandes e pequenas. Sobre insatisfação, medo e coragem de mudar.
 

Hoje estamos recebendo a Claudia Medeiros, que veio falar sobre a super mudança que ela fez, da carreira insatisfatória pra uma novinha em folha, um ato de coragem, um salto de fé ! Claudinha, muito, muito obrigada por aceitar meu convite e abrir tua intimidade pros leitores do Potpourri !!


“O que é preciso para mudar? O que é preciso para mudar de vida? Mudar aquilo que já não te satisfaz? Acho que o principal é a coragem e, neste ponto, eu vou falar a verdade, sou um tanto medrosa e em algumas vezes, já deixei oportunidades passarem por falta de coragem de jogar tudo pra cima e seguir adiante rumo a um mundo novo.


No meu caso, o que me fez decidir foi um empurrãozinho do marido, na verdade um não, dois. Então, é isso, senta que lá vem estória:

Há muito anos atrás, quando estava no fim do antigo colegial, decidi que queria ser arquiteta, então prestei vestibular, passei, mas como todo mundo sabe, este é um curso caríssimo e eu tive que desistir e partir para a minha segunda opção, o jornalismo.  Dezenove anos se passaram, dezenove anos de jornalismo, com altos e baixos, é claro, mas sem grandes motivos para reclamar. O problema maior é que lá no fundo, eu pensava que se tivesse feito arquitetura, talvez fosse mais realizada, talvez tivesse ganho mais dinheiro, talvez fosse rica, loira e famosa como a Brunete Fraccaroli (tá, exagerei!). Enfim, a vontade continuava ali.
 

E a vontade me fazia inventar: viver mudando a decoração de casa, ajudar amigas a montar suas casinhas, criar um blog sobre o assunto, tudo isso me animava, mas ainda não era suficiente. Daí, marido, completamente sabedor das coisas e muito mais corajoso que eu, disse que eu deveria me matricular num curso de design de interiores. Pensei, pensei, principalmente na questão financeira , já que o curso é bem caro, mas me decidi e fui . Daí, já matriculada, pensava como conseguiria mudar de área e, principalmente como conseguiria fazer isso aos 44 anos (minha idade quando terminar o curso).
 

Então, como certas coisas não têm explicação, soube de uma vaga para jornalista em uma revista de decoração que estava sendo lançada, mandei o currículo, já achando que nunca me escolheriam, pois tinha passado quase que a totalidade dos meus anos de jornalismo em uma área completamente oposta. Bem, fui uma das escolhidas, passei nos testes e há quase dois meses, sou jornalista de uma revista de decoração e estou amando!
 

Mas, antes de aceitar o emprego, mais uma vez tive um medo danado do novo, afinal, o salário é menor e bateu a insegurança de não saber fazer, de não dar certo. E mais uma vez, marido me encorajou, disse que eu deveria aceitar, que tudo se resolveria, que ele bancaria as despesas, que não morreríamos de fome, enfim, mais uma vez me deu um empurrão.
 

A Dricca deve estar pensando: mas era pra ser um texto sobre a coragem de mudar! Pois é, Dricca, me desculpe, mas quem é mesmo o corajoso em casa, é Pedro, meu marido, com quem estou há 18 anos.  O fato é que agora, já devidamente empregada em uma área super legal e prestes a iniciar meu curso tão sonhado, acho que tenho moral suficiente pra dizer pras pessoas: faça o que seu coração manda!  Porque não tem nada pior do que passar sua vida fazendo algo que não gosta. E era isso o que eu vinha vivendo, estava há oito anos em um emprego com um salário bom, onde nunca seria demitida, mas que achava um saco, que não tinha mais nada a ver comigo, que não me animava. E essa situação é vivida por muita gente, geralmente nos acomodamos, aceitamos passar nossos dias fazendo aquilo que não gostamos por medo do novo! Posso dizer isso tranquilamente, porque como falei aí em cima, eu também era assim e reclamava muito, mas não fazia nada para mudar, por sorte, tenho um marido fantástico que me deu várias broncas, mas que me apoiou incondicionalmente e que me tornou mais feliz e realizada. Imagine como estarei quando terminar o curso...
 

Dricca, obrigada por ter me convidado e pela oportunidade de estar em seu blog. Quando terminar o curso, venho aqui contar como foi, ok?”

Claudia Medeiros é mulher de coragem, e edita o blog "se fosse na minha casa".


Ah, já viu o sorteio que tá rolando por aqui ?? Não ?? Ahhhh, vai !


Tem dó e comennnnnnnnnnnnnta, vai !



Beijo pra quem é de beijo !








Sobre a vida e costurinhas...

21 deram palpite ! Comenta, vai...

Bom dia !!

Hoje está um dia lindo aqui !


A vida da gente é uma coisa engraçada. Os dias vão passando, cada vez mais rápido, e você vai se envolvendo com a rotina. Estuda, trabalha, ganha dinheiro, paga as contas, ganha mais dinheiro, arruma mais contas pra pagar, cuida da casa, dos filhos, do marido, se houver, cozinha, lava, passa, arruma, dorme, acorda e começa tudo de novo. Ufa ! Se não tomar cuidado, a vida começa a levar você em vez de você levar a vida. Como bem disse o poeta, "quando você vê, acabou o ano".

Pois é, bonita, janeiro já tá quase no fim, se deu conta ? E você, o que fez por você mesma nesse tempo ? Vamos lá, na vida, qual o tempo que você reserva pra você ? Todos os dias você tem um tempo seu, pra fazer alguma coisa por você mesma ? Tudo bem, uma vez por semana, ao menos, você se reserva esse tempo ? Pra fazer alguma coisa só porque te dá prazer ? Me conta ?

Eu aprendi que não posso deixar de fazer isso por mim, porque senão fico chata. Estressada, irritada, e porque não dizer, infeliz mesmo. Então, todos os dias tenho reservado um tempinho pra costurar, que é uma coisa que tem me feito muito bem, sabe ? To gostando muito de ver que sou capaz de fazer coisas bonitas com as minhas mãos, e quero te mostrar o que tenho feito, pode ser ?




Fiz esse estojo pra minha filhota guardar os esquadros e réguas.


Eu gostei bastante !



E ela adorou ! :-)


A sensação de fazer alguma coisa pra alguém que amo com minhas próprias mãos é realmente MUITO prazerosa ! :-)



Também to fazendo isso. É o começo de um super projeto ! Depois conto...




Tem dó e comennnnnnnnnnnnnta, vai !



Beijo pra quem é de beijo !






Miss Imperfeita

14 deram palpite ! Comenta, vai...


Mais uma vez pego emprestadas as palavras de Martha Medeiros, porque essa moça tem o poder de escrever lindamente sobre coisas que EU sinto.


Então, vamos lá !




"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado,  decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..

Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor.

Três dias..

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
 

Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
 

Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante."


Martha Medeiros - Jornalista e escritora




Tem dó e comennnnnnnnnnnnnta, vai !



Beijo pra quem é de beijo !






Felizes para sempre ?

14 deram palpite ! Comenta, vai...




A Lidiane Vasconcelos, do Bicha Fêmea, sobre quem já falei um bocado aqui, é convidada da Nana, do Manga com Pimenta, nesse post aqui. Um trololó pra lá de bom, como gosta de dizer a Lidi ! Quando fui comentar o post, vi que o assunto era mais pra post que pra comentário, então resolvi desdobrar por aqui.

Como ensaiei dizer lá no Manga, acredito que essa coisa de casamento 'dar certo' não é obra do acaso, mas consequência de uma escolha diária que os dois fazem, de fazer dar certo. É um compromisso, gente. Quando a gente se casa, não pode esperar que seja tudo perfeito. Porque não é. Eu não sou, você não é, ele também não.

Não quero dar palestra, pelamordedeus, nem sou especialista no assunto, mas sou casada há mais de 11 anos, e posso dizer com certeza que um casamento não é feito só de momentos cuti-cuti. Muito pelo contrário ! As crises existem. Sim. E você sabe o que eu acho ? Acho que isso é ótimo ! Porque crise significa que as pessoas estão mudando. Crise gera crescimento. Na economia e nos relacionamentos também. E sabe o que sobra depois de uma crise superada ? Cumplicidade ! Sabe lá o que é isso ? Cumplicidade é tudo num casamento. Tá, tudo bem, não é tudo, mas é muito ! E o respeito pelo outro aumenta também.

Sabe, bonita, tem momentos no casamento em que a única opção que se apresenta é o rompimento. Eu já vivi isso. E sabe o que aconteceu ? A gente sentou, conversou, conversou, brigou, discutiu, se enfrentou, ficou com raiva um do outro, esfriou a cabeça, pensou bem, conversou de novo e de novo e ainda mais, até chegar à conclusão de que o que a gente queria era continuar juntos. Mas que daquele jeito não podia ser. Então cada um abriu mão do que podia, do que não ultrapassava limites intransponíveis, e ainda estamos aqui, juntos. Felizes agora. E mais unidos, sabe ? A relação saiu fortalecida, mais equilibrada, hoje a gente confia e respeita mais um ao outro. E, quando a próxima crise vier, e vai vir, certo como a chuva, a gente vai sair do outro lado juntos, de novo. Até o dia em que a gente vai tirar uma foto como essa aí de cima. É o que espero !

Uma vez assisti um casamento onde o padre deu o conselho mais sábio que já ouvi sobre o assunto. Ele disse assim: “Pra vocês serem felizes, devem brigar um de cada vez.”  Sim, porque, já que ninguém é perfeito (assunto que já deu pano pra manga aqui),  a gente, que quer ser feliz no casamento, e fora dele também, em qualquer tipo de relação, seja de amizade, afeto, familiar, etc, deve ser generosa com o outro, aceitar que ele/a erra, e vai errar sempre, do mesmo jeito que a gente.

Eu penso assim. E você, o que me diz ???



Tem dó e comennnnnnnnnnnnnta, vai !



Beijo pra quem é de beijo !



Sobre mudanças e flores

10 deram palpite ! Comenta, vai...
Oi ! :-)


Quando nos mudamos pra esta casa, no jardim só tinha umas duas roseiras, algumas hortências e muita, muiiita grama.  Eu logo resolvi que ia dar um jeito nisso. Hoje, temos várias flores. De muitos tipos e cores. Adoro !

Vou mostrar então algumas fotos que tirei hoje no meu jardim. Sei que já mostrei minhas flores nesse post aqui, mas hoje estava tudo tão lindo, que não resisti...

  
Essa parece um pompom, não é mesmo ? 
Não sei o nome dela, mas acho tão linda...



Os brincos de princesa, eu achei que estavam morrendo, mas olha só !



Essa é uma das roseiras que já existiam. 
Fala a verdade... Dá pra não fotografar ???




Esse é um girassol mexicano, segundo o pacotinho de sementes que plantei.
Eu achava que girassóis eram sempre amarelos, mas vê que não ?
Você já plantou algumas sementes ? Eu recomendo ! É uma sensação muito boa ver uma planta que só existe porque você semeou, sabe ?


 
Esses gerâneos estão em jardineiras nas janelas da sala.
Essas jardineiras são fruto de um siricutico meu rsrs.
Cismei e bati o pezinho, porque decidi que eu PRECISAVA ter gerâneos na janela rsrs.
Vê como eu tinha razão ?? rsrs




Ahhhhh e por fim, um presente novo ! Eis que surgiu uma nova penca de bananas ! Contando com essa, agora são três. Tá vendo ali no canto direito, uma outra quase pronta pra colher ? Delícia ! 


Outra delícia é a ninhada que nasceu no dia 2. Pois é, eu nem tinha falado nisso ainda, mas é verdade. Amanhã vou tentar umas fotos e mostro pra você.

É estranho. Quando a gente decidiu vir pro interior, eu sabia que a vida ia mudar muito, mas não tinha a menor noção do quanto. E eu mudei também, e muito ! Coisas como essas de que estou falando hoje não eram importantes pra mim, sabe ? Aliás, eu temia por perder outras tantas coisas, que eram importantes. E sabe o que ? Essas coisas que deixei trás, da vida na cidade grande, não me fazem mais falta nem têm mais a mínima importância pra mim.

E você, já fez alguma grande mudança na vida ?



Tem dó e comennnnnnnnnnnnnta, vai !


Bye, gente! :-)

Beijo pra quem é de beijo !



Receita de Ano Novo

10 deram palpite ! Comenta, vai...









Quero te desejar um Ano Novo muito feliz, e pra isso peço emprestadas as palavras do poeta:






"Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)


Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.


Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre."



Carlos Drummond de Andrade



Tem dó e comennnnnnnnnnnnnta, vai !


Bye, gente! :-)

Beijo pra quem é de beijo !



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